Vol. 3, No. 1 - Ano 2026

SEGURANÇA DO PACIENTE ONCO HEMATOLÓGICO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NO PÓS-TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM

Edla Santos Constante

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Resumo

INTRODUÇÃO: O paciente onco-hematológico em período pós-transplante de células-tronco hematopoéticas apresenta elevada vulnerabilidade clínica, em razão da imunossupressão, do risco de infecções graves, das complicações orgânicas agudas e da instabilidade hemodinâmica que podem demandar cuidados intensivos. Nesse contexto, a Unidade de Terapia Intensiva configura-se como espaço assistencial de alta complexidade, no qual a segurança do paciente assume papel central para a prevenção de eventos adversos e para a continuidade do cuidado. A enfermagem, por sua permanência contínua junto ao paciente, destaca-se como categoria essencial na vigilância clínica, na execução de protocolos, na identificação precoce de complicações e na implementação de práticas seguras voltadas à redução de danos. OBJETIVO: Analisar a atuação da enfermagem na promoção da segurança do paciente onco hematológico internado em Unidade de Terapia Intensiva no pós-transplante de células-tronco hematopoéticas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados LILACS, SciELO e BDENF, acessadas por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)/Bireme/OMS. Os descritores utilizados para a busca foram: segurança do paciente, enfermagem, unidade de terapia intensiva, transplante de células-tronco hematopoéticas e pacientes onco-hematológicos. Foram incluídos estudos publicados em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados ao objeto da pesquisa. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos analisados evidenciam que a segurança do paciente onco-hematológico em UTI no pós-transplante depende da adoção de práticas assistenciais sistematizadas, do cumprimento rigoroso de protocolos e da qualificação da equipe de enfermagem. Entre os principais fatores associados à segurança destacam-se a prevenção e o controle de infecções, o manejo seguro de cateteres venosos centrais, a administração correta de medicamentos de alta vigilância, a monitorização contínua de sinais de deterioração clínica, o cuidado com lesões por pressão e a comunicação efetiva entre os profissionais. Observou-se convergência entre os autores quanto à necessidade de capacitação específica da enfermagem para lidar com as particularidades do paciente transplantado, especialmente diante de complicações como sepse, mucosite grave, neutropenia febril, insuficiência respiratória e falência de múltiplos órgãos. Além disso, a sistematização da assistência de enfermagem mostrou-se instrumento relevante para organização do cuidado, rastreabilidade das condutas e tomada de decisão clínica segura. A análise também aponta que a sobrecarga de trabalho, a limitação de recursos humanos e a fragilidade na adesão a protocolos institucionais podem comprometer a qualidade assistencial e aumentar o risco de eventos adversos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A segurança do paciente onco-hematológico em UTI no pós-transplante de células-tronco hematopoéticas está diretamente relacionada à atuação qualificada, vigilante e sistematizada da enfermagem. O fortalecimento de protocolos assistenciais, a educação permanente da equipe, a comunicação interdisciplinar e a adoção de estratégias de prevenção de riscos são fundamentais para garantir cuidado seguro e de qualidade. Assim, investir na formação e nas condições de trabalho da enfermagem representa medida indispensável para reduzir complicações, promover melhores desfechos clínicos e fortalecer a cultura de segurança no ambiente intensivo

Palavras-chave: Segurança do paciente; Enfermagem; Unidade de Terapia Intensiva; Transplante de células-tronco hematopoéticas; Pacientes onco-hematológicos

DOI: 10.5281/zenodo.20173518

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Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357