Vol. 1, No. 1 - Ano 2024
MORTALIDADE NEONATAL POR SÍFILIS NO BRASIL: EVOLUÇÃO EM UMA DÉCADA
Sandra Rodrigues de Sousa, Cínthia Maria Xavier Costa
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Resumo
Introdução: Na última década, a mortalidade neonatal global diminuiu devido a avanços na assistência pré-natal e cuidados neonatais, mas persiste alta em regiões com poucos recursos. A sífilis congênita, uma causa evitável de mortalidade, continua a afetar gravemente os recém-nascidos, especialmente nas UTIs. Método: estudo epidemiológico descritivo, utilizando dados do DATASUS. A pesquisa abrangeu nascidos vivos que faleceram antes de 28 dias com diagnóstico de sífilis congênita, precoce ou tardia (CID A50, A51, A52). Objetivo: analisar a evolução da mortalidade neonatal por sífilis no Brasil ao longo da última década, identificando as principais tendências com foco nas regiões mais afetadas. Resultados: Entre 2014 e 2023, houve uma redução nas taxas de natalidade e mortalidade neonatal no Brasil, mas desigualdades regionais persistem, com avanços mais evidentes no Sudeste. A mortalidade neonatal por sífilis permanece alta, com estagnação nos óbitos nas regiões Norte e Nordeste, sugerindo falhas no diagnóstico, tratamento e acesso a cuidados adequados. A subnotificação e a falta de políticas de prevenção eficazes comprometem a redução dessa mortalidade. Considerações Finais: As taxas de mortalidade neonatal por sífilis continuam elevadas, elevando as ocupações nas UTI neonatais, refletindo falhas nas estratégias de prevenção e diagnóstico, agravadas pela subnotificação. Para reduzir a sífilis congênita no Brasil, são necessárias ações eficazes, como testagem regular, educação em saúde e políticas públicas integradas, com foco nas regiões vulneráveis.
Palavras-chave: Mortalidade Neonatal Precoce; Sífilis Congênita; Treponema pallidum
Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357