Vol. 2, No. 1 - Ano 2025

MANEJO DA INFECÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA

Ana Paula Silva de Oliveira

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Resumo

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor destinado ao atendimento de pacientes que se encontram em estado crítico, com risco iminente de morte ou com necessidade de suporte contínuo e monitoramento intensivo. Nesses ambientes, é comum o uso de tecnologias avançadas e procedimentos invasivos, como ventilação mecânica, cateteres e sondas, os quais, embora essenciais para a recuperação, também elevam o risco de complicações, como as infecções relacionadas à assistência à saúde. O presente estudo tem como objetivo analisar as principais estratégias adotadas no manejo da infecção em unidades de terapia intensiva, com ênfase no papel da equipe de enfermagem na prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. Trata-se de um estudo de revisão da literatura, realizado a partir de buscas em publicações indexadas nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), acessadas por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além da base SciELO. Os estudos apontam que a enfermagem desempenha um papel fundamental na segurança do paciente crítico e observa-se a importância do cumprimento de protocolos, da educação permanente, da vigilância constante e da atuação rápida diante de sinais clínicos. Além disso, o uso de estratégias como bundles de prevenção, monitoramento de dispositivos invasivos e fortalecimento das práticas de biossegurança foram citados de forma recorrente como medidas eficazes no enfrentamento das infecções em ambiente intensivo. Diante dos achados, observa-se que o manejo adequado das infecções em unidades de terapia intensiva depende de uma série de cuidados contínuos, que envolvem desde a correta higienização das mãos até a atenção aos mínimos detalhes nos procedimentos invasivos. A atuação da enfermagem se mostra essencial nesse processo, sendo ela responsável por grande parte das ações de prevenção, identificação precoce de sinais clínicos e aplicação das rotinas de biossegurança.

Palavras-chave: Infecção hospitalar; Unidade de terapia intensiva; Enfermagem

DOI: 10.5281/zenodo.16280067

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Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357