Vol. 3, No. 1 - Ano 2026

LESÕES NASAIS DECORRENTES DO USO DE PRONGA PARA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E MANEJO

Cleidson Santos de Oliveira

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Resumo

A Ventilação Não Invasiva (VNI) é o suporte respiratório padrão em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), contudo, o uso de interfaces como a pronga nasal associa-se a riscos elevados de lesões iatrogênicas no septo e asa nasal. O presente artigo objetivou analisar as estratégias de prevenção e manejo dessas lesões em recém nascidos pré-termo, focando na integridade cutânea e nas intervenções da equipe multiprofissional. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e descritiva, fundamentada nos preceitos de Gil (2022) e Lakatos e Marconi (2021), com levantamento de evidências científicas publicadas entre 2019 e 2025. Os resultados e discussões demonstram que a imaturidade tecidual neonatal exige a implementação de protocolos de proteção, como o uso de hidrocoloides e o rodízio sistemático de interfaces (alternância entre pronga e máscara nasal) para redistribuição da pressão mecânica. Observou-se que a escolha do tamanho adequado do dispositivo e o ajuste preciso da fixação cefálica são determinantes para evitar a isquemia tecidual e a necrose cartilaginosa. Conclui-se que a redução da morbidade nasal depende de uma mudança na cultura assistencial, integrando a vigilância clínica contínua da enfermagem à sistematização do cuidado, garantindo que o suporte à vida não resulte em sequelas físicas permanentes para o neonato

Palavras-chave: Ventilação Não Invasiva; Recém-nascido Pré termo; Lesão por Pressão; Terapia Intensiva Neonatal

DOI: 10.5281/zenodo.20672584

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Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357