Vol. 3, No. 1 - Ano 2026
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO MANEJO DA DOR NEONATAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIV
Maria Rafaela de Araujo Moraes
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Resumo
Introdução: O ambiente da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) expõe os recém-nascidos a múltiplos procedimentos dolorosos e invasivos diariamente. Devido à imaturidade do sistema nervoso central, o neonato apresenta maior sensibilidade à dor, e a exposição repetida sem o manejo adequado pode gerar alterações fisiológicas agudas e prejuízos ao neurodesenvolvimento a longo prazo. Diante da impossibilidade do autorrelato, a equipe de enfermagem desempenha papel estratégico na avaliação, prevenção e alívio do sofrimento neonatal. Objetivo: Analisar e sintetizar as evidências científicas sobre as intervenções de enfermagem no manejo e na interrupção da dor em recém-nascidos internados em UTIN. Metodologia: Revisão integrativa da literatura orientada pelo referencial de Whittemore e Knafl e estruturada pelo protocolo PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, BDENF e SciELO com os descritores e termos do acrônimo PCC. Incluíram-se estudos primários publicados entre 2021 e 2026 nos idiomas português, inglês e espanhol. A amostra final foi composta por 24 artigos (E1 a E24), analisados criticamente por síntese temática. Resultados: Prevaleceram ensaios clínicos randomizados (45,8%) e a escala Neonatal Infant Pain Scale (NIPS; 50,0%) como principal instrumento de avaliação. As evidências apontam alta eficácia das intervenções não farmacológicas gustativas (sacarose, dextrose e leite materno ordenhado), posturais (contenção facilitada, enrolamento e rede de descanso) e sensoriais (massagem auricular, redução de ruído/luz, música e voz materna). Constatou-se que o uso combinado e multimodal dessas estratégias produz analgesia superior. Contudo, identificou-se uma importante dissonância entre o elevado conhecimento teórico dos enfermeiros e a prática diária, marcada pela subnotificação de registros e uso não sistemático de escalas de dor. Considerações Finais: As intervenções de enfermagem não farmacológicas são efetivas, viáveis e de baixo custo no alívio da dor neonatal na UTIN. Superar a lacuna entre a teoria e a prática exige a implantação de protocolos institucionais padronizados, educação permanente contínua e a consolidação do registro da dor como o 5º sinal vital
Palavras-chave: Recém-Nascido; Manejo da Dor; Cuidados de Enfermagem; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357