Vol. 3, No. 1 - Ano 2026

INTERFACE ENTRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MOBILIZAÇÃO PRECOCE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Marília Costa de Lima, Israel Pereira Costa Neto, Kattyane de Paiva Gonçalves, Donato da Silva Braz Júnior

Centro de Ensino em Saúde/Faculdade Novo Horizonte – PE

Resumo

Introdução: A imobilidade prolongada em unidades de terapia intensiva está associada a declínio funcional e aumento de complicações clínicas em pacientes críticos. A mobilização precoce tem sido reconhecida como estratégia terapêutica para mitigar esses efeitos, enquanto avanços em inteligência artificial possibilitam monitoramento contínuo e suporte à tomada de decisão clínica. Objetivo: Analisar evidências científicas sobre o uso da inteligência artificial como suporte à mobilização precoce de pacientes críticos internados em unidades de terapia intensiva. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada em bases eletrônicas selecionadas, incluindo estudos originais publicados entre 2021 e 2025. Foram considerados trabalhos que abordaram inteligência artificial, monitoramento clínico e mobilização precoce em terapia intensiva. Dez estudos compuseram a amostra final, analisados por síntese descritiva e comparativa. Resultados: A mobilização precoce mostrou associação com melhora funcional e redução do tempo de internação. Modelos baseados em inteligência artificial demonstraram capacidade de antecipar riscos clínicos e promover monitoramento objetivo, contribuindo para maior segurança assistencial. Discussão: A análise integrada sugere complementaridade entre intervenções clínicas e tecnologias inteligentes, indicando que a inteligência artificial pode facilitar a implementação segura da mobilização precoce. Conclusão: A inteligência artificial apresenta potencial para atuar como ferramenta facilitadora da mobilização precoce em UTI, promovendo individualização do cuidado e maior segurança clínica, embora sejam necessários estudos experimentais para consolidar sua aplicação

Palavras-chave: Mobilização precoce; inteligência artificial; terapia intensiva; paciente crítico; reabilitação

DOI: 10.5281/zenodo.18659485

Baixar PDF

Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357