Vol. 3, nº 1 · 2026

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ASSOCIADA AO CATETERISMO VESICAL EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO INTEGRATIVA

Carla Patrícia Lima do Nascimento

Sociedade Panamericana de Emergência e Cuidados Críticos - SOPECC

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Resumo

As infecções relacionadas ao Cateter Vesical de Demora (CVD) representam um importante problema de saúde pública, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido à elevada incidência, ao aumento da morbimortalidade e aos impactos na segurança do paciente. Nesse contexto, o presente estudo justifica-se pela necessidade de compreender as evidências científicas acerca das infecções relacionadas ao cateterismo vesical em pacientes críticos, considerando a relevância da assistência de enfermagem na prevenção dessas complicações. O objetivo geral foi analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas sobre as infecções relacionadas ao cateterismo vesical em pacientes internados em UTI. Trata-se de uma revisão integrativa, desenvolvida a partir das bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): cateterismo urinário, cateteres de demora e unidades de terapia intensiva. Foram incluídos estudos completos, gratuitos, publicados entre 2022 e 2026, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final foi composta por oito artigos científicos. Os resultados evidenciaram que a Infecção do Trato Urinário Associada ao Cateter (ITU-AC) permanece como uma das principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em ambientes críticos, estando diretamente associada ao tempo prolongado de permanência do cateter, re-cateterização, uso inadequado de antimicrobianos e fragilidade clínica dos pacientes. Observou-se ainda aumento da resistência bacteriana e elevada incidência de microrganismos multirresistentes. Os estudos destacaram que medidas como higienização das mãos, técnica asséptica adequada, monitoramento contínuo do dispositivo, educação permanente da equipe e implementação de bundles e protocolos institucionais contribuem significativamente para a redução das taxas de infecção. Conclui-se que a prevenção da ITU-AC exige atuação multiprofissional integrada, adesão rigorosa às medidas de biossegurança e fortalecimento das estratégias de educação permanente, visando promover assistência segura e qualificada aos pacientes internados em UTI