Vol. 3, No. 1 - Ano 2026
ESGOTAMENTO PROFISSIONAL DE ENFERMEIROS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Nathália Maria de Oliveira Chagas Barros, Priscila Caldeira Alves da Silva, Helena Maria de Oliveira Chagas Barros
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Resumo
Dentre os agravos de saúde ocupacional que acometem os profissionais de enfermagem, o adoecimento por esgotamento crônico — denominado Síndrome de Burnout — ocupa posição de destaque, sobretudo entre aqueles vinculados a ambientes de cuidados críticos, como as Unidades de Terapia Intensiva. Nesses setores, a complexidade técnica das intervenções, a convivência permanente com situações limítrofes de vida e morte, a sobrecarga funcional e as exigências afetivas impostas pela natureza do cuidado intensivo configuram um contexto de vulnerabilidade singular para o adoecimento mental. A irrupção da pandemia de COVID-19, a partir de 2020, aprofundou de maneira expressiva esse cenário, elevando os índices de comprometimento psicológico entre os trabalhadores da saúde. O presente trabalho tem como objetivo sistematizar as produções científicas disponíveis sobre o adoecimento ocupacional por burnout em enfermeiros atuantes em Unidades de Terapia Intensiva, com publicações situadas no intervalo entre 2020 e 2026. Já a metrologia foi baseada em Revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados BVS (LILACS, BDEnf), PubMed/MEDLINE, SciELO e Scopus, abrangendo o período de janeiro de 2020 a junho de 2026. A estratégia de busca empregou descritores controlados segundo os vocabulários DeCS/MeSH: "Esgotamento Profissional", "Enfermagem", "Unidade de Terapia Intensiva", "Burnout" e "Intensive Care Unit". O percurso de seleção dos estudos foi estruturado conforme o protocolo PRISMA, culminando na inclusão de 20 produções científicas. Resultados: A prevalência de burnout entre enfermeiros de Unidades de Terapia Intensiva situou-se entre 34,4% e 58% nos estudos analisados. Sobrecarga de trabalho, extensão dos turnos, contato cotidiano com a morte, suporte organizacional insuficiente e tensões interpessoais foram os principais determinantes identificados. No contexto pandêmico, houve intensificação da exaustão emocional, do distresse moral, da ansiedade e da depressão. As repercussões abrangeram desejo de abandono profissional, comprometimento da segurança do paciente e incremento dos afastamentos. Considerações Finais: O burnout em enfermeiros de UTI é fenômeno de alta prevalência e natureza multidimensional. Mostram-se necessárias políticas institucionais de saúde do trabalhador, suporte psicológico estruturado e ampliação das pesquisas longitudinais no cenário brasileiro
Palavras-chave: Esgotamento Profissional; Enfermagem; Unidade de Terapia Intensiva; Síndrome de Burnout; Saúde do Trabalhador
Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357