Vol. 2, No. 1 - Ano 2025

EPIDEMIOLOGIA DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO INTEGRATIVA

Marcia Christian de Almeida Aquino

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Resumo

A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) constitui uma das principais complicações infecciosas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), relacionada ao uso prolongado de ventilação mecânica invasiva, aumento das taxas de morbimortalidade, prolongamento da hospitalização e aumento dos custos assistenciais, configurando-se como um relevante desafio para os serviços de saúde. O objetivo deste estudo foi analisar os aspectos epidemiológicos da PAV em pacientes internados em UTIs, com ênfase nos fatores de risco, prevalência e medidas de prevenção descritas na literatura científica. A metodologia adotada baseou-se em revisão integrativa da literatura, conduzida nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, entre 2019 e 2024. A análise revelou taxas de incidência variando entre 5,5% e 36,6%, associadas a elevados índices de mortalidade, em alguns casos superiores a 70%. Entre os principais fatores de risco, destacaram-se o tempo prolongado de ventilação mecânica, idade avançada, comorbidades e episódios de reintubação. As estratégias preventivas mais efetivas envolveram higienização oral com clorexidina, manutenção da cabeceira elevada, controle da pressão do cuff, educação permanente das equipes de saúde, especialmente da enfermagem, o uso de protocolos assistenciais padronizados e vigilância microbiológica. Portanto, a PAV permanece como um desafio clínico e epidemiológico relevante, particularmente em países de baixa e média renda. A adoção de medidas preventivas baseadas em evidências, aliada à capacitação contínua das equipes multiprofissionais, representa a estratégia mais eficaz para reduzir sua incidência e melhorar os desfechos clínicos em UTIs.

Palavras-chave: Epidemiologia; Pneumonia; Unidade de Terapia Intensiva; Prevenção e Enfermeiro

DOI: 10.5281/zenodo.17335453

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Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357