Vol. 2, No. 1 - Ano 2025

COMPLICAÇÕES HEMODINÂMICAS EM PESSOAS SUBMETIDAS A HEMODIÁLISE EM UTI: A INTERVENÇÃO DO ENFERMEIRO INTENSIVISTA

Eliana Maria de Aguiar Fonseca, Teresa Cristina Ferreira da Silva

Centro de Ensino em Saúde, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

A hemodiálise é uma intervenção essencial no manejo da insuficiência renal aguda (IRA), especialmente em pacientes críticos internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Apesar de sua importância, o procedimento apresenta elevado risco de complicações, especialmente em indivíduos com condições prévias, como hipertensão e diabetes. A ação do enfermeiro intensivista na identificação e no manejo das intercorrências nesses casos são de grande importância. Objetivos: Nesse sentido, este artigo tem como objetivo identificar as alterações hemodinâmicas mais prevalentes durante a hemodiálise em UTI e as intervenções realizadas por enfermeiro intensivista para minimizar essas complicações. Método: Trata-se de uma a revisão integrativa com buscas nas bases de dados da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino- Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library On- line (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF) com publicações dos últimos 10 anos. Resultados e Conclusões: Foram utilizados 14 artigos, que atenderam aos critérios metodológicos e temáticos estabelecidos e foram incluídos na análise final. Os estudos revelaram que as complicações mais comuns incluem hipotensão arterial associada à rápida remoção de fluidos, arritmias cardíacas, frequentemente decorrentes de distúrbios eletrolíticos como hipocalemia ou hipercalemia, hipotermia e hipertermia, hipoglicemia, infecções no acesso vascular, coagulação do sistema extracorpóreo e desequilíbrios hidroeletrolíticos. Essas intercorrências são agravadas pelo estado crítico dos pacientes e podem causar instabilidade hemodinâmica e aumentar a mortalidade. Nesse contexto, a atuação do enfermeiro no monitoramento contínuo dos sinais vitais, ajustes na ultrafiltração, controle glicêmico, manejo do balanço hídrico e avaliação constante dos acessos vasculares é de grande relevância. Além disso, a aplicação de protocolos assistenciais baseados em evidências e o uso de ferramentas como a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) são fundamentais para a segurança do tratamento dialítico. Conclui-se que a atuação do enfermeiro intensivista, aliada a conhecimento técnico e monitoramento constante, é determinante para prevenir complicações, assegurar a recuperação do paciente crítico e otimizar os desfechos clínicos.

Palavras-chave: Insuficiência Renal Aguda; Unidade de Terapia Intensiva; Enfermeiro Intensivistas

DOI: 10.5281/zenodo.15178773

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Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357