Vol. 1, No. 1 - Ano 2024

AMAMENTAÇÃO COMO ESTRATÉGIA ANALGÉSICA EM NEONATOLOGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Edja Maria Gomes Barbosa Moreira, Cínthia Maria Xavier Costa

x

Resumo

Introdução: A amamentação materna é eficaz na redução da dor aguda em recém-nascidos, mostrando benefícios significativos em comparação com outros métodos não farmacológicos de analgesia. Objetivo: integrar e analisar criticamente as evidências sobre o impacto da amamentação no alívio da dor neonatal. Método: Realizou-se o levantamento bibliográfico, nas seguintes bases de dados: BVS e na SciELO. Foram incluídos artigos completos, nos idiomas português e inglês, publicados nos últimos 10 anos. Constituíram critérios de exclusão: cartas ao editor, relatos de casos, editoriais, artigos em duplicidade, publicados em outros idiomas e aqueles que não abordavam diretamente a temática proposta. Resultados: Após a busca de artigos foram capturados nas bases de dados oito artigos. Destes, duas análises sobre amamentação e dor neonatal, incluindo uma revisão sistemática e uma de literatura, além de um estudo sobre a percepção dos profissionais e cinco estudos experimentais em recém-nascidos. Um dos estudos também examinou o neurodesenvolvimento e a capacidade de habituação à dor. Considerações finais: A revisão dos estudos confirma que a amamentação é eficaz na redução da dor e do choro durante procedimentos invasivos em recém-nascidos, proporcionando uma recuperação fisiológica mais rápida em comparação com intervenções como glicose e sacarose oral. No entanto, há uma lacuna no conhecimento e treinamento dos profissionais de saúde sobre o manejo da dor neonatal e o uso de escalas de dor. Melhorar a educação e a prática da amamentação pode otimizar seu uso e de outras estratégias não farmacológicas para controlar a dor em recém nascidos.

Palavras-chave: Amamentação; dor aguda; recém-nascido

DOI: 10.5281/zenodo.14194378

Baixar PDF

Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357