Vol. 3, No. 1 - Ano 2026
ALGORITMOS PREDITIVOS NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE ELEGIBILIDADE PARA CUIDADOS PALIATIVOS EM TERAPIA INTENSIVA: IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM
Israel Pereira Costa Neto, Marília Costa de Lima, Kattyane Paiva Gonçalves, Donato da Silva Braz Júnior
Centro de Ensino em Saúde/Faculdade Novo Horizonte – PE
Resumo
Introdução: A identificação precoce de pacientes elegíveis a cuidados paliativos em unidades de terapia intensiva (UTI) permanece um desafio clínico. Algoritmos preditivos baseados em inteligência artificial têm emergido como ferramentas capazes de apoiar a triagem clínica e antecipar necessidades paliativas. Objetivos: Analisar evidências científicas recentes sobre o uso de algoritmos preditivos para identificação precoce de elegibilidade a cuidados paliativos em contexto de terapia intensiva, com foco nas implicações para a prática de enfermagem. Metodologia: Revisão integrativa conduzida conforme diretrizes PRISMA 2020. Foram realizadas buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, CINAHL e IEEE Xplore, incluindo estudos empíricos publicados entre 2021 e 2025. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, sete estudos compuseram a síntese final. Resultados: Os estudos demonstraram que algoritmos preditivos ampliam a sensibilidade na identificação de pacientes com risco clínico associado à necessidade de cuidados paliativos. Modelos supervisionados e sistemas automatizados favoreceram triagem precoce, otimização do encaminhamento assistencial e classificação de estados clínicos complexos, contribuindo para planejamento estruturado do cuidado e integração com práticas de enfermagem. Discussão: A análise comparativa indica que os algoritmos atuam como suporte complementar a avaliação clínica, reduzindo variabilidade decisória. Limitações metodológicas reforçam a necessidade de validação prospectiva e integração ética aos fluxos assistenciais. Conclusão: Algoritmos preditivos constituem estratégia promissora para qualificar a identificação precoce de elegibilidade paliativa em UTI, fortalecendo decisões clínicas e a prática de enfermagem. Sua consolidação depende de validação ampliada e implementação segura
Palavras-chave: algoritmos preditivos; cuidados paliativos; terapia intensiva; inteligência artificial; enfermagem
Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357