Vol. 3, No. 1 - Ano 2026
A IMPORTÂNCIA DE PROTOCOLOS DE CUIDADOS E INTERVENÇÕES MULTIDISCIPLINARES EM PACIENTES NO ÂMBITO DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Helbert Dias Lopes
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Resumo
Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um ambiente de alta complexidade onde pacientes críticos estão expostos a um risco elevado de desenvolver Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Essas infecções impactam negativamente a segurança do paciente, aumentam a mortalidade, prolongam o tempo de internação e elevam os custos hospitalares. Embora existam protocolos e bundles de prevenção baseados em evidências, é necessário e indispensável a sua efetiva implementação pela equipe multiprofissional, além de desafios para a respectiva prevenção. Objetivos: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a execução de protocolos de prevenção de IRAS pela equipe multiprofissional em UTI e avaliar o impacto dessa adesão na segurança do paciente. Identificar os fatores facilitadores e as barreiras que influenciam a aplicação prática desses protocolos no cotidiano assistencial. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa sistemática, com buscas nas bases SciELO, BVS/LILACS, PubMed e Scopus (como dados bibliográficas e plataformas de pesquisa essenciais para acadêmicos, pesquisadores e profissionais, focadas principalmente na área da saúde e ciências), utilizando descritores relacionados a IRAS, UTI, protocolos, equipe multiprofissional e segurança do paciente. Foram incluídos artigos publicados entre 2009 e 2024, totalizando uma amostra de mais de 25 estudos que atenderam aos critérios de inclusão pré-estabelecidos. Resultados e discussão: Os resultados confirmam a UTI como um ambiente de alto risco para IRAS, principalmente devido ao uso prolongado de dispositivos invasivos. Identificou-se uma lacuna crítica entre a prescrição dos protocolos (como os bundles para PAV, ICS-CVC e ITU-AC) e sua execução prática. Barreiras como a sobrecarga de trabalho, o dimensionamento inadequado da equipe e uma cultura de segurança punitiva foram apontadas como principais obstáculos. Por outro lado, a liderança efetiva do enfermeiro, a educação permanente e o uso de ferramentas de checagem (checklists) emergiram como fatores facilitadores essenciais para a adesão e a promoção da segurança. Conclusão: Conclui-se que a prevenção eficaz de IRAS em UTI requer uma abordagem integrada que vá além da existência de protocolos. É necessário atuar simultaneamente nas dimensões estruturais (gestão de recursos), processual (implementação de práticas) e cultural (fomento de uma cultura de segurança não punitiva). A sinergia entre gestão adequada, prática baseada em evidências e trabalho em equipe é fundamental para reduzir as lacunas entre teoria e prática, transformando diretrizes em cuidado seguro e qualificado à beira do leito
Palavras-chave: Infecção Hospitalar; IRAS; Unidade de Terapia Intensiva; Protocolos de Cuidados; Equipe Multiprofissional; Segurança do Paciente
Revista Brasileira Método Científico · ISSN 2965-8357